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  • Carol Derschner

Natal: tempo de interiorização

Atualizado: Jul 25

É possível ir além da correria e da agenda de compromissos a se cumprir no final de ano para ir em busca de um Natal mais tranquilo e realmente significativo para aqueles que o celebram?


O Natal com certeza é uma época muito especial. Há uma aura como que "mágica" no ar. As pessoas falam de amizade, amor, fraternidade e paz. Falamos de encontros e reencontros, de um fim de ciclo de um ano que chegou ao fim. Natal é época de agradecer pelos acontecimentos que se passaram. Se foram bons, que bom, se foram ruins, que melhorias e ensinamentos podem ter deixado em nós, caso deles possamos extrair algo?


É muito comum porém, que passemos por essa época afogados em um mar de compromissos e exigências. Listas do que fazer, do que comprar, do que cumprir perante os outros, filas de pessoas para agradar. Mas será este o máximo que podemos alcançar com esta tão especial e delicada atmosfera que o clima natalino proporciona?


No Brasil, passamos pela época do Natal no verão. E povo alegre e extrovertido que somos, fazemos dele muitas vezes uma comemoração voltada para tudo aquilo que é externo, sendo fácil que ele se transforme em uma grande festa, feita "pelas pessoas para celebrar as pessoas" e nada mais. Uma oportunidade para comer, festejar, estar junto e se presentear. Novamente, será mesmo este o único, principal ou mais profundo significado do Natal?

Corremos o risco de passar por essa data sempre olhando para fora. Pensa-se muito sobre "o que o outro vai achar", "se estamos agradando ou não", que "precisamos dar tais e tais presentes e causar uma boa impressão". Assim uma época de pretensa paz e alegria, facilmente se transfigura em um tormento pessoal, brindado à muita dissimulação e doses fartas de descontentamento.

Pouco se olha para oportunidade de interiorização e reflexão sobre o ano que se passou e sobre o real sentido das festividades comemoradas agora em dezembro para cada um.


Antes de tudo, é importante lembrar que as comemorações natalinas atuais têm seu significado (ainda de certa forma) centrado nos simbolismos que relembram o nascimento de Cristo. Sendo assim, celebrar este acontecimento do passado dentro do contexto de hoje só faz sentido, para além do "simbólico", para todos aqueles que acreditam que a vinda de Jesus à Terra realmente aconteceu, independente de sua vertente religiosa, filosófica ou espiritual. Porém, falar em Jesus nos dias de hoje é extremamente difícil, pois esquece-se que Jesus não fundou esta ou aquela corrente religiosa. Segundo uma compreensão espiritualista mais abrangente, ele trouxe sobretudo ensinamentos que buscavam reconectar o homem ao seu Criador, de forma ampla. Veio para trazer algo à humanidade, e não a esta ou aquela vertente religiosa de seu tempo. Religiões e interpretações bíblicas são posteriores à Sua vinda e, hoje, muitas vezes, instituições religiosas coroam sua atuação com especial destaque para as brigas mútuas, personificando o oposto daquilo que o Mestre nos trouxe muito antes delas: ensinamentos sobre Amor.


Deixemos as religiões um pouco de lado neste momento e busquemos nos aprofundar no sentido daquilo que Jesus veio indicar, o Amor. Seria amor uma convivência afetuosa dissimulada entre pessoas que, no fundo, se repelem mutuamente? Seria amor o comprar de forma exagerada, consumir em demasia e se endividar, para agradar a todos? Seria amor a vaidade de querer parecer mais rico diante do outro? É amor se exaurir a cumprir compromissos sem espaço para um único momento de paz e reflexão interior, que ajude a dar mais sentido para nossas vidas nesta ou em outras épocas do ano também?


Uma oportunidade


Podemos passar pelo Natal como quem passa pela "obrigação de se sentir feliz" ou pela oportunidade de ir em busca da real felicidade, do sentido diante dos anseios interiores que borbulham em cada um. Oportunidade também é experimentar celebrar esta data, cada um a seu modo, mas com sentimentos e intenções verdadeiras, as melhores possíveis, inclusive diante daqueles com quem não simpatizamos.


Podemos fazer deste momento uma época cuja ternura e sentido não passe vazia ou inaproveitada, mas seja verdadeiramente útil. Útil para além do que se come e se bebe, se presenteia. Útil para além das obrigações familiares e sociais que hoje tomam conta das decisões individuais, de forma nada amorosa. Útil para além do celebrar, do aparecer, do festejar, do agradar diante daqueles que exigem. Útil em um sentido espiritual, e não necessariamente religioso, pois muitos dos que aqui leem este texto seguem uma fé diferente. É preciso lembrar novamente que Cristo não veio para alguns e sim para todos aqueles que estivessem dispostos a encontrar sentido em suas palavras. Ainda hoje é assim. Parece simples dito nestas palavras, mas ainda sim causa estranhamento, pois nos acostumamos a não querer examinar as coisas de forma mais aprofundada. Estamos cansados demais para refletir. Em dezembro, mais cansados ainda.


Ainda voltando para os simbolismos que remontam ao significado original do Natal, há muito e muito tempo, conta-se que, com a vinda de Jesus, uma estrela brilhou sobre o céus. Tão clara e tão forte era seu brilho que ela anunciava um acontecimento especial. O Amor veio das alturas para nos apontar um caminho, um caminho de desenvolvimento interior. Aquele que busca um caminho de evolução espiritual e tem o amor verdadeiro (e não falso, dissimulado ou apenas exterior) como fio condutor de sua vida, para este o significado do Natal está vivo e nenhum Natal é passado em branco. Independente de se encontrar em meio aos mais estranhos acontecimentos e situações, levará o Natal consigo para onde estiver, pois pôde fazer dele, em seu interior, uma ocasião realmente especial, no mais verdadeiro sentido...


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